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ESPAÇO RISCOS DOBRAS E VOLUMES 

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uma casa se levanta no escuro


gravura  em metal, água forte e água tinta, perfuração, destaque e montagem de papel, 1/10

35 x 35 x 0,8 cm (papel)
30 x 30 cm (imagem) 

2021

 
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uma casa onde a memória levanta das paredes


gravura  em metal, água forte e água tinta, 1/10

38,5 x 34 cm (papel)
30 x 30 cm (imagem) 

2021

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uma casa onde a memória levanta das paredes


gravura  em metal, água forte e água tinta, perfuração, destaque e montagem de papel, 1/10

38,5 x 34 x 0,7 cm (papel)
30 x 30 cm (imagem) 

2021

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caçarola

gravura  em metal, água forte e água tinta, perfuração, destaque e montagem de papel, 1/10

22 x 19 x 0,1 cm (papel)
14,5 x 15,5 cm (imagem) 

2021

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edifício de lembranças

(versão fechada e aberta) 


gravura  em metal, ponta seca e chine collè, perfuração, destaque e montagem de papel, 1/10

29 x 24 x 2,5 cm (papel)
30 x 30 cm (imagem) 

2021

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ELISA ARRUDA

Elisa Arruda é nascida em Belém do Pará. Sua formação acadêmica e artística atravessa o Brasil, é graduada em design pelo IESAM- Instituto de Estudos Superiores da Amazônia em Belém e Mestre em arquitetura e urbanismo pela FAU-USP- Universidade de São Paulo. Na gravura não é diferente, em Belém vem de uma formação acompanhando o Atelier do Porto, próxima a Elaine Arruda, Veronique Isabelle e Armando Sobral. Já, em São Paulo frequenta o Atelier Piratininga, teve orientação de Ulysses Boscolo e especialmente para o Prêmio, o artista Raphael Gianninni fez o acompanhamento deste processo em gravura.

 

Para o Prêmio, Elisa propôs desmembrar uma ideia que surgiu em 2019, gravuras que investigam posturas do corpo, relações afetivas e rupturas. Ideias que se relacionam sempre com a literatura e a poesia. Suas referências são: Ferreira Gullar, Simone de Beauvoir, Sylvia Plath, Szymborska, dentre outros. 

 

A continuidade desta investigação partiu de um planejamento espacial desde a gravação, gravando mapas, templates, planos bidimensionais espaciais que foram impressos, destacados e dobrados criando maquetes, corpos tridimensionais. 

Foi na gravura que Elisa encontrou a possibilidade de criar esse jogo, de expandir esses planos, de forma lúdica, quase que uma brincadeira para falar sobre a questão do corpo do sujeito e a questão da casa e desses utensílios tridimensionais.

 

"Quando eu falo dessa casa, e quando eu falo desse corpo, e quando eu falo desses utensílios, eu tô falando, na verdade, da mesma coisa. Da possibilidade desse corpo tá como uma casa, tendo esses espaços, sendo entendido ou lido como um espaço habitado e essa casa também, como ela assume uma certa corporeidade." 

AGRADECIMENTOS

“Eu, enquanto mulher, começo agradecendo a todas as artistas mulheres que praticam a gravura e fortalecem essa rede, resistindo com seus trabalhos. 

 

Agradeço ao Núcleo Marcello Grassmann, pela iniciativa de não deixar a gravura empalidecer e agir de modo a fortalecer essa rede, que é efetivamente coletiva. Através do 1º Prêmio de artes gráficas, pude estabelecer trocas valiosas com uma geração de artistas e pensadoras da história da gravura brasileira. Deixo aqui meu profundo agradecimento às grandes mestras Luise Weiss, Mayra Laudanna e Maria Bonomi. 

 

Obrigada também e especialmente à Paula Miranda e à Nina Kreis, por todo o suporte, e Zizi Baptista, pelas palavras generosas destinadas ao meu trabalho. 

 

Agradeço muito ao Atelier Piratininga, por ser o atelier coletivo que me acolhe sempre que preciso. Ao Ulysses Boscolo, toda a escuta e amizade, pela sua acolhida e por ter me mostrado o início das virtudes da gravura. Ao Raphael Gianninni, por seu acompanhamento e todas as trocas técnicas que me oportunizou. Obrigada por me acompanhar nessa jornada. 

 

Elaine Arruda, minha irmã, artista gravadora que eu tanto admiro, minha bússola, obrigada por tudo que sempre foste e és. 

Agradeço aos meus filhos, por serem meus motivos, meus assuntos, me fazerem abrir barrigas e olhar para a casa. Eu amo vocês. 

 

Minha família, meu companheiro. Obrigada pela paciência e cumplicidade de vocês. 

 

Julia Lima, obrigada por seu incentivo e olhar curatorial que me levanta e fortalece. Minhas amigas e amigos próximos, especialmente Marília Scarabello, Marília del Vecchio, Nara Rosetto e Arthur Nogueira.  

 

Por fim, gostaria de agradecer ao Wander Rocha e ao Lucas Siqueira, pela parceria que fizemos. Por termos sido firmes e fortes nesse caminho. Obrigada pelas trocas. Levo-as comigo.”